Me identifico!

“I know you’re out there.
I can feel you now.
I know that you’re afraid.
You’re afraid of us.
You’re afraid of change.
I don’t know the future.
I didn’t come here to tell you how this is going to end.
I came here to tell you how it’s going to begin.
I’m going to hang up this phone, and then I’m going to show these people what you don’t want them to see.
I’m going to show them a world … without you.
A world without rules and controls, without borders or boundaries; a world where anything is possible.
Where we go from there is a choice I leave to you.”

by Matrix 

So simple, is everything! 

Anúncios

Write, Wrote, Written…

www

I never say about my live, don’t like!
Always I desire to stay a smile in my face, for above everthing but, Es ist nicht einfach!
I’ll never say names…. whatever ….. I wrote this words, days ago, this blog is the X’s everything so be will be!

“I would like say something for you, but I feel that I can’t …
I would like to know how are you, how do you pass, but I don’t know if I should…
I would like to wish to you a wonderful new year, the best regards, the best in the world for you, always. 
I would like to say sorry if I make something to u, to your life … 
I would like goodbye forever, but i can do that,not yesterday, not yet, not tomorrow, but this is close to happen. 
Take care, kisses and hugs.” 

“I am a magnet for all kinds of deeper wonderment”

Baruch Haba 2013!

I look to the sky, and I watching the clouds and my mind goes to far away.
I smile upward, maybe this is my chance to make right what is wrong, to make into a long look that glance.

So I look to the sky and I make a wish … 
I make a wish for the hapiness to my family. 
I make a wish for my beloved friends to stay close to me same so far away …
I make a wish for the destiny, cause I don’t know that will to come. 

I look to the sky and I cry for my friend who I lost … 

I look to the sky and I thank for everthing that happend to my life this year. 
I look to the sky and I wish the best 2013 for me and the people that i love. 

Come on 2013!

Baruch Haba !!! שָׁלוֹם

mayb3

Perfeito Vazio…

“Sei que me esperas, mas não sei se vou lá chegar… ” 

Perfeito vazio – Xutos & Pontapés

Aqui estou eu
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos
Vão me mostrando o caminho

Às vezes aqui faz frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no Vazio
As vezes aqui faz frio

Sei que me esperas
Não sei se vou lá chegar
Tenho coisas p’ra fazer
Tenho vidas para a acompanhar

Às vezes lá faz mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio

(lá fora faz tanto frio)

Bem-vindos a minha casa
Ao meu lar mais profundo
De onde saio por vezes
Para conquistar o mundo

Às vezes tu tens mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
No teu peito vazio

Perfeito Vazio

La tête en friche


“Chacun d’eux renferme une histoire qu’il peut taire mais ne peut … Sans parler, ils se comprennent et se disent combien ils s’aiment. … Parfois, il n’y a pas de « je t’aime », pourtant on s’aime… ” Extrait du film “La tête en friche”

tradução: “Cada um contém uma história que não se pode silenciar, mas … Sem mencionar uma palavra, eles se entendem e dizem o quanto se amam… Às vezes não há um “eu te amo”, ainda que amamos…”


 

Pensar é Transgredir

PENSAR É TRANSGREDIR

“Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. 
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. 
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. 
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar!” 
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. 
Sem ter programado, a gente pára pra pensar. 
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se. 
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. 
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. 
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. 
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. 
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. 
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. 
Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. 
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. 
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. 
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. 
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.”

Lya Luft