Perfeito Vazio…

“Sei que me esperas, mas não sei se vou lá chegar… ” 

Perfeito vazio – Xutos & Pontapés

Aqui estou eu
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos
Vão me mostrando o caminho

Às vezes aqui faz frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no Vazio
As vezes aqui faz frio

Sei que me esperas
Não sei se vou lá chegar
Tenho coisas p’ra fazer
Tenho vidas para a acompanhar

Às vezes lá faz mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio

(lá fora faz tanto frio)

Bem-vindos a minha casa
Ao meu lar mais profundo
De onde saio por vezes
Para conquistar o mundo

Às vezes tu tens mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
No teu peito vazio

Perfeito Vazio

La tête en friche


“Chacun d’eux renferme une histoire qu’il peut taire mais ne peut … Sans parler, ils se comprennent et se disent combien ils s’aiment. … Parfois, il n’y a pas de « je t’aime », pourtant on s’aime… ” Extrait du film “La tête en friche”

tradução: “Cada um contém uma história que não se pode silenciar, mas … Sem mencionar uma palavra, eles se entendem e dizem o quanto se amam… Às vezes não há um “eu te amo”, ainda que amamos…”


 

Brindis

Essa letra diz tudo, que tenho ultimamente vivido…  🙂
Numa excelente interpretação de uma artista q gosto mto, os deixo … 
bjsss.

Seguir siguiendo al corazón
Y coquetear con la intuición
Seguir creciendo y esquivando las rutinas
Seguir soñando en un rincón
Seguir creyendo que hay un Dios
Que me endereza de un tirón la puntería

Es que siempre voy detrás de lo que siento
Cada tanto muero y aquí estoy

Tantos desiertos que crucé
Tantos atajos esquivé
Tantas batallas que pintaron mis heridas
Tantos incendios provoqué
Tantos fracasos me probé
Que no me explico como canto todavía

Y es que siempre voy detrás de lo que siento
Cada tanto muero y aquí estoy

Por esos días por venir
Por este brindis para mí
Por regalarle la intuición al alma mía
Porque los días se nos van
Quiero cantar hasta el final
Por otra noche como estas
Por mi vida

Tantos festejos resigné
Tantos amigos extrañé
Tantos domingos muy lejos de mi familia
Tantas almohadas conocí
Tantas canciones me aprendí
Que los recuerdos me parecen de otras vidas

Siempre voy detrás de lo que siento
Cada tanto muero pero hoy no

Por esos días por venir
Por este brindis para mí
Por regalarle la intuición al alma mía
Porque los días se nos van
Quiero cantar hasta el final
Por otra noche como estas
Por mi vida

Y en esas noches de luna
Donde los recuerdos son puñal
Me abrazo a mi guitarra
Y canto fuerte mis plegarias
Y algo pasa, pero ya nada me hace llorar

Yo me abrazo a mi guitarra
Y canto fuerte mis plegarias
Y algo pasa, pero ya nada me hace llorar

Por esos días por venir
Por este brindis para mí
Por regalarle la intuición al alma mía
Porque los días se nos van
Quiero cantar hasta el final
Por otra noche como estas
Por mi vida… 

Thalia – Brindis

Manjericão

Pra mim, a erva “tempero” mais deliciosa do mundo!!! Encantadora, cheia de charme, sabor, aroma, cor… #linda!!! rs
Escreverei sobre ela, suas propriedades benéficas que vão além do prazer gastronômico. =)))
Então, enjoy! 

O manjericão, cujo nome científico é Ocimum Basilicum, é uma planta herbácea que alcança até 60 cm de altura. Seu aroma é doce e pungente e seu sabor é balsâmico e levemente amargo. Suas folhas são ricas em vitamina A e C, além de terem vitaminas B1,B2 e B3 e serem uma fonte de minerais (cálcio, fósforo e ferro); são sudoríferas e diuréticas.

Suas propriedades medicinais são: antidepressiva, anti-séptica, anti-espamódica, expectorante, digestiva e tônica, pois atua no sistema nervoso central.  O chá das folhas do manjericão é utilizado para aliviar as dores de garganta (gargarejo); em bochechos, ajuda a cicatrizar aftas. Este chá atua ainda contra tosses, gripes, resfriados e crises de bronquite e é excelente para combater a insônia. Do óleo canforado obtém-se uma tintura que pode ser aplicada numa compressa sobre ferimentos de difícil cicatrização, ou em massagens sobre as têmporas, para aliviar as dores de cabeça, pois é sedativo suave.

O manjericão ajuda a combater gastrites e tem ação sobre o aparelho urinário, reduzindo o ardor ao urinar e estimulando os rins. É ótimo para cistite. Auxilia na boa circulação, pele e dores reumáticas. Afasta a fadiga. Para os convalescentes, um suco de manjericão é o máximo: simplesmente bata algumas folhas de manjericão no liqüidificador com água. É muito saboroso.
Na culinária, coloque-o sempre por último nos alimentos cozidos para que ele não perca os seus princípios ativos.


O manjericão requer poucos cuidados e pode ser cultivado através de sementes, mudas ou estaquias. É bem resistente a pragas. A rega precisa ser diária, no mínimo a cada dois dias. O vaso mais indicado para o plantio do manjericão é o de cerâmica. Vasos de plástico não retêm a umidade, fazendo com que a freqüência necessária de regas seja maior. Isso não faz bem para a planta, que, com o tempo, apodrece. um local com muita luminosidade, de quatro a cinco horas diárias de sol. Para varandas de apartamentos, procure proteger a planta do vento, que transporta muitas pragas e vários tipos de doenças. As plantas de horta são muito sensíveis. ^.^

Pensar é Transgredir

PENSAR É TRANSGREDIR

“Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. 
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. 
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. 
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar!” 
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. 
Sem ter programado, a gente pára pra pensar. 
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se. 
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. 
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. 
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. 
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. 
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. 
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. 
Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. 
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. 
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. 
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. 
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.”

Lya Luft

Fora Mau Agouro

Desgraçados, vão embora!
atolem-se num lamaçal
enterrem-se num buraco
se enforquem no escambau
pulem do alto da ponte
escondam-se nalgum monte
vocês, mensageiros do mal

Vão pras profundezas do mar
que morem lá no deserto 
como animais abjetos
mordem quando estão perto
rincham feito cavalos
espinham nos intervalos
o incorreto do incerto

Por que não escorrem no ar
Por que não viram tristeza
Por que não viram fumaça?
Pulem dum trem é moleza 
nadem numa cachoeira
traquem-se numa banheira
comam sua estreiteza

Se eu fosse feiticeiro
só me bastava um poder
realizar meus desejos
tudo que quisesse fazer
pra ficar longe dos chulos
jumentos de carga nulos
dar-lhes tudo que merecer

Tresloucados desprezíveis
cavalos desenfreados
desumanos inconstantes
jumentos desembestados
bestas-feras arrogantes
homúnculos inconstantes
ursos velhos desdentados

Papelotes rasgados, sujos,
lixo da sociedade 
raios ultravioletas
vivem só para maldade
animais desengonçados
bandoleiros malcriados
desenganos da saudade

Deem-nos o prazer de sair,
sumam, façam-nos esse favor,
sorrisos de Mouras-tortas
desapontados do amor
de revolver estampidos
do viver desiludidos
pruridos de imensa dor

Peguem rabo do foguete
dormitem, não amanheçam,
no alto de um penhasco 
do viver vão lá, esqueçam
esmurrem ponta de faca
façam raiva pr’uma vaca
despressa, desapareçam!!!

de Gilbamar de Oliveira . (http://cantodomeucordel.blogspot.com.br)